Um estudo recente revelou que cerca de 62% dos trabalhadores espanhóis admitem ter mais stress do que no ano passado. A situação de crise econômica, que gerou um sentimento de grande incerteza sobre o futuro, e que incentiva até mesmo trabalhadores ativos a não se sentirem seguros em seus empregos, é provavelmente a principal razão pela qual o nível aumentou. de estresse.

Portanto, os especialistas do Associação Espanhola de Especialistas em Medicina do Trabalho (AEEMT) advertiram que é necessário que tanto os profissionais quanto as empresas sigam diretrizes eficazes para detectar e abordar o estresse no ambiente de trabalho que, em sua opinião, poderiam se tornar uma verdadeira epidemia na próxima década.

Na Espanha, apenas 26% das empresas adotaram medidas para prevenir o estresse

Sofrer estresse no trabalho não é algo novo, no entanto, a atual situação de insegurança multiplica a ansiedade. Além disso, o número de licenças por doença também diminuiu, provavelmente por medo de perder o trabalho, para que cada vez mais pessoas com alto nível de estresse continuem a trabalhar e, consequentemente, também aumentem os casos de estresse crônico.

Dr. Miguel Casas, psicólogo e diretor da BH Consulting, especializada em saúde comportamental para empresas, ressalta que o estresse contínuo é atualmente a segunda causa de incapacidade para o trabalho, por trás de problemas musculares. Além de afetar o bem-estar emocional da pessoa e causar depressão e distúrbios do sono, o estresse no trabalho também pode somatizar e promover o aparecimento de patologias como hipertensão, enxaqueca, doenças cardíacas, diabetes tipo 2, maior propensão a infecções e assim por diante.

No entanto, na Espanha, apenas 26% das empresas adotaram medidas para prevenir o estresse. A esse respeito, a Dra. Clara Guillén, membro do AEEMT e especialista em doenças ocupacionais, explica que é necessário detectar precocemente o transtorno e adaptar o tratamento às características do afetado e do seu trabalho. Não é apenas importante identificar qual é a causa do seu estresse, mas também avaliar a percepção que essa pessoa tem do problema e as consequências que isso pode ter para sua saúde.

Os especialistas defendem a conscientização dos departamentos de recursos humanos e prevenção de riscos ocupacionais para que possam estabelecer medidas apropriadas, pois, além de afetar a saúde de seus funcionários, o estresse crônico implica uma perda de produtividade que tem impacto negativo nos interesses da empresa. Eles propõem uma abordagem abrangente para controlar efetivamente o estresse, com técnicas comportamentais e psicológicas, e usar tratamento farmacológico quando necessário, sempre tendo em mente que certos medicamentos, como ansiolíticos e antidepressivos, podem causar dependência, então eles só devem ser tomados sob prescrição médica.

Fonte: Associação Espanhola de Especialistas em Medicina do Trabalho (AEEMT)

ANSIEDADE E SÍNDROME DO PÂNICO (Setembro 2019).