Um novo estudo realizado por pesquisadores da American University of Drexel, na Filadélfia (EUA), e publicado pela revista científica O BMJ relacionou o suplementação da dieta materna com complexos multivitamínicos (com e sem ácido fólico e ferro) com uma redução considerável no risco do feto desenvolver autismo.

Para realizar a pesquisa, os autores tomaram como referência uma amostra de mais de 270.000 pares de mães e filhos residentes em Estocolmo (Suécia). O nascimento das crianças ocorreu entre 1996 e 2007, de modo que, na data da coleta de dados (final de 2011), elas tinham entre 4 e 15 anos de idade. Nesta coleta de dados, especial atenção foi dada ao consumo de complexos multivitamínicos pelas mães durante a gestação.

O risco do bebê desenvolver autismo em mulheres que suplementaram sua dieta com complexos vitamínicos foi de 0,26%. Naqueles que não tomaram essas vitaminas, o risco aumentou para 0,48%

Com os resultados em mãos, os pesquisadores descobriram que entre o grupo de mães que suplementaram sua dieta com complexos vitamínicos, com ou sem ácido fólico (quase 62.000), apenas 158 casos de crianças com autismo foram registrados, o que representou percentagem de 0,26%. No grupo de mães que não consumiram esses produtos (mais de 90 mil), ao contrário, os casos subiram para 430 (0,48%). O consumo de ácido fólico ou ferro Sozinhos, eles não mostraram nenhuma associação com o autismo, nem em um sentido positivo nem negativo.

Sendo um estudo observacional, os autores da pesquisa reconhecem que uma relação de causa e efeito não pode ser estabelecida entre as duas variáveis. No entanto, a diferença marcante no risco do bebê sofrer de autismo entre as mulheres que suplementaram sua dieta com complexos vitamínicos e aqueles que não o fizeram, destaca a necessidade de realizar novos estudos para investigar essa relação.

Comida e estilo de vida

Embora pareça haver um consenso de que o desenvolvimento do autismo é devido a mudanças e mutações nos genes, até o momento, todas as seqüências de DNA que intervêm na doença ainda não são identificadas e não se sabe ao certo qual é a causa ou as causas que causam essa mutação. Há vários anos, vários estudos têm apontado que o autismo se desenvolve durante a gravidez, de modo que teorias relacionadas a ele também foram desenvolvidas. Comida e estilo de vida com o risco de desenvolver autismo.

Nesse sentido, por exemplo, existem estudos que concluíram que tomar muito ácido fólico durante a gravidez pode aumentar o risco de autismo no bebê, mas há outros que destacaram o efeito protetor de sua ingestão. Da mesma forma, há também investigações que ligaram deficiência de ferro durante a gravidez com as chances do bebê ter autismo.

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