A doença de Huntington (HD) é uma patologia neurodegenerativa e mortal causada pelas mutações de um gene - huntingtina - que resulta na destruição de neurônios em uma área do cérebro. Caracteriza-se por alterações cognitivas, que nos estágios avançados da doença levam à demência e por movimentos involuntários das extremidades.

Até agora esta doença não tem cura, e os medicamentos usados ​​no tratamento de Huntington visam aliviar os sintomas sofridos pelos pacientes e, assim, melhorar sua qualidade de vida. Mas a pesquisa continua, e um estudo realizado nos Estados Unidos, que acaba de ser publicado na revista 'Neuron' testou uma nova terapia em modelos de ratos e primatas desta patologia que, a curto prazo, trouxe benefícios.

A função motora dos animais submetidos à terapia melhorou após um mês, atingindo uma atividade normal dentro de dois meses

Os autores do trabalho conseguiram diminuir os níveis de huntingtina mutante em todas as áreas do cérebro, em vários modelos de ratos e primatas não humanos da DH, algo que não havia sido alcançado anteriormente.

A função motora dos animais submetidos à terapia melhorou após um mês, atingindo atividade normal em dois meses. As melhorias psiquiátricas e motoras foram mantidas por nove meses após o tratamento. Além disso, eles também conseguiram bloquear a atrofia cerebral e aumentar a expectativa de vida de ratos que sofrem de uma forma grave da doença.

De acordo com o principal autor da pesquisa, Don Cleveland, da Universidade da Califórnia (San Diego), a descoberta pode ajudar a desenvolver um novo tratamento para pessoas afetadas por Huntington ou qualquer outra patologia neurodegenerativa que tenha uma causa genética conhecida.

Íntegra: Novo olhar sobre as drogas (Setembro 2019).