A pré-eclâmpsia é uma complicação da gravidez que consiste no fato de que a gestante sofre de duas condições ao mesmo tempo: hipertensão e proteinúria (proteínas na urina), que são sinais que indicam que o sistema arterial da mulher apresenta algum problema e que, se não controlado e tratado, pode desencadear condições perigosas para a saúde da futura mãe e do feto em desenvolvimento.

Um grupo de cientistas da Rede de Pesquisa sobre Doenças Renais (REDINREN), do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) e do Centro de Pesquisas Biomédicas da Rede de Doenças Raras (CIBERER) identificou uma proteína - a endoglin - que preenche papel fundamental na ocorrência de pré-eclâmpsia durante a gravidez.

A pré-eclâmpsia, que afeta cerca de 5% das mulheres grávidas nos países desenvolvidos, causa problemas de saúde tanto para a mãe quanto para o bebê

Pesquisadores descobriram que esta proteína está envolvida em alterações na função circulatória e renal que ocorrem em mulheres grávidas como resultado de pré-eclâmpsia, e também observado em vários estudos que a liberação de endoglina solúvel estava relacionada a níveis de colesterol oxidado elevado.

O achado desses pesquisadores é muito importante, pois pode contribuir para o desenvolvimento de novas formas de abordagem da pré-eclâmpsia, condição para a qual atualmente não há tratamento efetivo, portanto, quando é grave, é necessário avançar no parto ou realizar uma cesárea.

A pré-eclâmpsia, que afeta cerca de 5% das mulheres grávidas nos países desenvolvidos, causa problemas tanto para a mãe quanto para o feto, uma vez que danifica os rins, o fígado e o endotélio da mulher grávida, o que pode até causar morte, e também pode causar atraso no crescimento intra-uterino e o nascimento de um bebê prematuro.

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