O grupo de pesquisa credenciada em Hematologia e Hemoterapia do Instituto de Pesquisa em Saúde do Hospital Universitário e Politécnico La Fe identificou uma nova alteração genética envolvida na leucemia aguda que irá avançar o conhecimento da doença, conforme relatado pelo governo em um comunicado .

Dr. Esperanza Tal explicou que esta é uma translocação única do gene RARG em um paciente com leucemia mielóide aguda, que apresentou características semelhantes às dos pacientes com leucemia promielocítica aguda.

O quadro clínico do paciente foi notavelmente semelhante à leucemia promielocítica aguda (APL), que é caracterizada por uma alteração molecular que consiste no rearranjo dos genes da PML com RARA. Trata-se de uma alvo terapêutico para o ácido retinóico, que faz desta doença uma das leucemias com maior taxa de cura. Entretanto, o estudo das alterações que este paciente apresentava em seus cromossomos permitiu ao grupo de pesquisa identificar uma nova anomalia que, nesse caso, afetou o gene RARG.

"A identificação deste gene deixa um caminho aberto para entender melhor os mecanismos moleculares que dão origem à leucemia"

É a primeira vez que esse gene aparece envolvido em um caso de leucemia aguda. É um gene da mesma família de RARA, com o qual compartilha 90% de sua sequência, e sobre o qual se especulou sobre seu potencial envolvimento na leucemia humana. Graças a esta pesquisa, o paciente recebeu o protocolo de tratamento padrão para leucemia aguda.

"A identificação deste gene deixa um caminho aberto para entender melhor os mecanismos moleculares que dão origem à leucemia", diz o Dr. José Cervera. Vários grupos europeus fizeram eco a essa descoberta e solicitaram material do grupo de pesquisa em hematologia para continuar na linha de trabalho já iniciada.

Fonte: EUROPA PRESS

David Agus: A new strategy in the war against cancer (Outubro 2019).