Um grupo de pesquisadores do Instituto de Genética Humana da Universidade de Bonn (Alemanha), liderado por Elisabeth Mangold, conseguiu identificar duas variantes genéticas comuns associadas à lábio leporino não sindrômico, que ocorre com ou sem palato dividido.

Durante o estudo, cujos resultados foram publicados na revista "Nature Genetics", analisamos os casos de 401 crianças afetadas por essa malformação, comparando-as com um grupo controle composto por 1.323 crianças saudáveis, todas de origem européia.

Pesquisadores descobriram que existem duas variantes genéticas, no cromossomo 17q22 e no cromossomo 10q25, que estão associadas a um risco aumentado de apresentar essa malformação, uma anomalia que afeta as estruturas que formam a boca e que aparece em uma das a cada 700 nascimentos.

Graças a estudos anteriores, quatro locais são conhecidos no nível do genoma, o que torna os indivíduos suscetíveis a malformações e que mostram que os fatores genéticos são mais relevantes do que se pensava anteriormente.

O que é lábio leporino

É um dos defeitos congênitos mais comuns juntamente com a fenda palatina. Na fenda labial, no início da gestação, os tecidos que compõem a boca e a face não se fundem normalmente e, como resultado, surge uma lacuna entre os lábios, a mandíbula e, ocasionalmente, o palato. Uma anormalidade conhecida como fenda palatina também pode aparecer, que é uma abertura no interior da cavidade nasal, que pode comprometer qualquer parte do palato.

A soma de fatores ambientais, como deficiências nutricionais ou obesidade infantil, e genética, são apontados como os principais responsáveis ​​por essa alteração nos lábios.

O tratamento é cirúrgico e é realizado nos primeiros meses após o nascimento, embora geralmente o paciente necessite de reintervenções ao longo da vida.

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