Um estudo realizado nos Estados Unidos por pesquisadores da Instituto Scripps, em que cientistas japoneses e italianos também participaram, demonstra a relação direta entre o desaparecimento da proteína HGMB2 e a osteoartrite. Segundo os autores do estudo, a falta dessa proteína, localizada na superfície da cartilagem das articulações, tem como consequência uma deterioração progressiva da referida cartilagem, característica da artrose.

No início da doença, a camada superficial da cartilagem é afetada e, quando se deteriora, desencadeia-se um processo irreversível que faz com que as outras camadas de cartilagem se percam, fazendo com que os ossos se esfreguem uns contra os outros, o que causa dor ao paciente.

A pesquisa, segundo seus autores, mostra que há uma relação direta entre a perda de uma proteína associada ao envelhecimento e o desenvolvimento da osteoartrite.

Para o estudo, os pesquisadores usaram camundongos geneticamente deficientes em HGMB2, e observaram que há uma deficiência dessa proteína - associada diretamente ao envelhecimento - antes da destruição da camada superficial da cartilagem. O diretor do estudo, Dr. Martin Lotz, explica que descobriu um mecanismo que ajuda a explicar como e por que o envelhecimento leva à deterioração da cartilagem articular. E ele acrescenta que esta pesquisa mostra que existe uma relação direta entre a falta dessa proteína e a osteoartrite.

Esta pesquisa é uma revolução em termos de novos tratamentos, pois, segundo os autores, novas terapias poderiam ser desenvolvidas para impedir ou impedir a perda dessa proteína, ou mesmo estimular sua produção, podendo prevenir ou erradicar essa patologia.

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