Um estudo realizado pelo Grupo de Pesquisa Ambiental e de Saúde e pelo Serviço de Toxicologia Clínica e Analítica da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) confirmou a presença de substâncias tóxicas prejudicial à saúde tanto no leite convencional quanto na produção orgânica e avaliou o nível de exposição da população a essas substâncias.

Estes são poluentes químicos - em particular os pesticidas organoclorados e os bifenilos policlorados - que são encontrados no ambiente (água, solo, ar), são introduzidos na cadeia alimentar e tendem a acumular-se em alimentos gordurosos de origem animal como o leite.

O uso de contaminantes encontrados no leite foi proibido há anos, mas eles permaneceram inalterados no meio ambiente e foram incorporados à cadeia alimentar.

Atualmente, os pesticidas organoclorados utilizados no setor agrícola nos anos de 1950 a 1970 são proibidos, mas persistem no meio ambiente, como é o caso dos bifenilos policlorados, cuja utilização não é permitida há cerca de 30 anos. Ambas as substâncias poluentes permaneceram inalteradas no ambiente e foram incorporadas na cadeia alimentar.

No caso do leite analisado, os autores do estudo detectaram mais de 20 pesticidas organoclorados, que possuem características carcinogênicas e indutoras de obesidade, e podem produzir alterações no sistema endócrino. Quanto aos bifenilos policlorados, os cientistas advertem que eles têm uma capacidade tóxica semelhante à das dioxinas, poluentes químicos encontrados no ambiente e nos alimentos, e podem afetar o sistema imunológico e os hormônios, e até mesmo causar câncer

Tanto as marcas convencionais de leite quanto as de produção orgânica analisadas continham resíduos desses poluentes, embora nos convencionais fossem detectados níveis mais altos de pesticidas organoclorados do que nos ecológicos, nos últimos, maiores níveis de bifenilas policloradas foram observados.

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