A descoberta, publicada na, pode fazer desta molécula um novo alvo celular para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

Um dos fatores-chave na deterioração funcional que caracteriza o Parkinson é a perda de neurônios dopaminérgicos - os neurônios cujo neurotransmissor primário é a dopamina - e a forte atividade inflamatória que acompanha essa perda. Cientistas espanhóis foram trabalhar para encontrar uma solução para este problema e parece que eles o encontraram.

Isto é publicado pela 'PloS One', que afirma que uma equipe de pesquisadores da UAM, liderada pela Dra. Ana Pérez-Castillo, e o Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) projetaram e sintetizaram uma molécula (chamada S14) que inibindo uma proteína (fosfodiesterase 7 (PDE7)), protege os neurônios dopaminérgicos, diminuindo também a neuroinflamação, o que consequentemente confere proteção contra a doença de Parkinson.

Em ratos e células humanas, os pesquisadores descobriram que a inibição da PDE7 produzia uma proteção total dos neurônios contra os danos causados ​​por diferentes agentes citotóxicos. O trabalho também analisou as vias de sinalização através das quais o composto S14 exerce sua ação. Além de testar o efeito neuroprotetor e antiinflamatório deste composto em animais, os autores demonstraram que, ao causarem lesão cerebral “in vivo” na área do cérebro conhecida como SNpc (onde os neurônios dopaminérgicos são perdidos no Parkinson), animais tratados com S14 melhoraram os sintomas motores produzidos pela lesão, característica desta doença.

Espera-se que este achado possa frutificar no tratamento de lesões neurodegenerativas.

Fonte: EUROPA PRESS

O seu Pensamento Cria a sua Realidade - O PORQUÊ DAS COISAS (Setembro 2019).