Uma investigação realizada por cientistas do Centro de Regulação Genômica de Barcelona (CRG) conseguiu retardar a progressão da doença de Huntington (HD) em camundongos. Para fazer isso, os pesquisadores usaram proteínas chamadas "dedos de zinco" para reduzir a expressão do gene mutante envolvido nesta patologia.

Na doença de Huntington há uma alteração no gene que codifica uma proteína chamada huntingtina, essencial para o desenvolvimento e manutenção dos neurônios. Esse gene mutante é a causa dos sintomas de Huntington, que consistem no aparecimento de movimentos involuntários que o paciente não consegue controlar, além de alterações no caráter. Conforme a doença progride, também há sinais de demência.

Quando o tratamento foi aplicado a camundongos com doença de Huntington, o aparecimento dos sintomas característicos desta patologia foi retardado.

Como a DH é causada pela anomalia de um único gene, uma terapia destinada a inibir esse gene poderia alcançar o controle dessa doença para a qual, no momento, não há cura.

Pesquisadores do CGR desenvolveram "dedos de zinco" que reconhecem e se ligam a certas seqüências de DNA, o que permite regular os genes aos quais eles estão ligados. No caso do gene mutante que causa a doença de Huntington, os dedos de zinco impedem a sua expressão, diminuindo assim a produção da proteína huntingtina anormal.

Os autores do estudo, cujos resultados publicaram "Proceedings of National Academy of Sciences" (PNAS), observaram que, quando aplicaram o tratamento a modelos de ratos com DH, o início dos sintomas da doença foi retardado. Agora, os cientistas pretendem continuar com o projeto para desenvolver um tratamento eficaz em humanos.

Huntington's Disease Research: What's New 2012 - Dr Ed Wild (Setembro 2019).