Cientistas da Stanford Medical School (EUA) detectaram uma maneira possível de tratar os sintomas cognitivos da síndrome de Down com drogas, já que é possível melhorar os sintomas dessa patologia ao restabelecer os níveis de norepinefrina - um neurotransmissor - no cérebro.

O trabalho, publicado na "Science Translational Medicine", tem se concentrado em equilibrar a quantidade de norepinefrina no cérebro, porque eles viram que tem a capacidade de reverter déficits cognitivos similares em camundongos.

O estudo foi baseado na simulação da síndrome de Down em camundongos, criando uma trissomia do cromossomo 16 nesses animais. Desta forma, os ratos apresentavam uma deficiência mental semelhante à dos pacientes com esse transtorno.

As deficiências de aprendizado e memória estavam ligadas a uma parte do cérebro chamada locus coeruleus, que produz norepinefrina, o neurotransmissor essencial para a memória e aprender a trabalhar.

Eles observaram que a quantidade de norepinefrina era menor no cérebro desses camundongos em comparação com o normal, o que lhes permitiu entender a degradação dos neurônios nessa região do cérebro sofrida por pessoas com a síndrome.

Ao tratar os animais com medicamentos que restauram o nível adequado de norepinefrina, foi observada uma melhora. Por isso, destina-se a medicamentos já aprovados como possíveis terapias para as deficiências de aprendizagem e memória de pessoas com síndrome de Down, abrindo uma porta para as origens da deficiência mental.

Drogas da Inteligência - Ritalina, Provigil e Eranz - Prof. Paulo Jubilut (Setembro 2019).