Nutrição na gravidez é fundamental para a saúde do futuro bebê, já que não seguir uma dieta balanceada e de acordo com as necessidades da gravidez afeta não apenas a mãe, mas também o feto em desenvolvimento. Assim, hábitos alimentares pouco saudáveis, como o abuso de fast food o junk food, além de favorecerem que a mãe apresente excesso de peso, mas pode influenciar - através do líquido amniótico - no palato do feto, o que poderia tornar-se 'viciado' nesse tipo de alimentação.

Além disso, durante o período de amamentação, o paladar do bebê se acostuma ao gosto dos alimentos que sua mãe ingere, relacionando esses sabores com o bem-estar que o contato com seu progenitor proporciona. Mas, logicamente, isso acontece com alimentos saudáveis ​​e junk food, no caso em que a mãe segue este tipo de dieta habitualmente. Estas são, pelo menos, as conclusões de uma investigação publicada no "FASEB Journal", que revela que quando as mulheres grávidas são alimentadas com fast food, passam o hábito para o feto.

O abuso de 'junk food' durante a gravidez pode influenciar os hábitos alimentares do futuro bebê, que pode se tornar 'viciado' nesse tipo de alimentação.

Os autores do estudo atribuem o fenômeno à dieta da mãe influenciando o circuito de sinalização opiáceos no cérebro do recém-nascido, que faz com que os bebês reduzam sua resposta aos opiáceos que são liberados naturalmente quando são ingeridos alimentos ricos em gordura e açúcar. Dessa forma, de acordo com os pesquisadores, a tolerância dos bebês contra a 'junk food' aumenta e eles precisam consumir mais desses produtos para obter uma sensação agradável.

Os pesquisadores conduziram o estudo com ratos de laboratório, mas acreditam que os resultados poderiam ser alcançados igualmente em humanos, porque o mecanismo pelo qual o vício ocorre pode se desenvolver da mesma maneira nas pessoas. Eles também indicam que o consumo de junk food Pode ser considerado um vício, já que utiliza os mesmos circuitos químicos de drogas como a morfina, o ópio ou a heroína.

Pesquisa revela que bebês a partir de seis meses podem consumir o mesmo cardápio dos pais (Outubro 2019).