Um estudo publicado em "Cirurgia Plástica Ibero-Latino-Americana" mostra que certos recheios utilizados em tratamentos estéticos, como silicone líquido, parafina e biopolímeros, não são biocompatíveis, ou seja, o corpo não é capaz de reabsorvê-los e, a longo prazo, causar reações adversas, que podem se manifestar até 25 anos após sua implantação.

Os sintomas mais característicos apresentados pelo paciente acometido pela rejeição do implante são dor, eritema, infecções, cicatrizes hipertrofiadas conhecidas como queloides, necrose de pele, fístulas ... Felipe Coiffman, autor da pesquisa e professor de Cirurgia Plástica do Faculdade de Medicina da Universidade Nacional da Colômbia, chama esse transtorno Alogenose iatrogênicae adverte que mais e mais pessoas são afetadas na América Latina, porque o uso dessas substâncias não está sujeito a uma regulamentação estrita o suficiente.

Javier de Benito, cirurgião plástico e diretor do Instituto Benito (Barcelona) explica que quando os tecidos perdem peso e idade, esses produtos que não são biocompatíveis são cada vez mais apreciados, e um tipo de bola (granulomas) é formada. Além do inconveniente que representa o surgimento dessas deformidades, com o passar do tempo ocorre outro fenômeno mais grave, ou seja, o sistema imunológico de alguns pacientes rejeita esse material "estranho", que se torna encistado e infectado.

Como explica o chefe do Hospital de Clínicas de Dermatologia San Carlos de Madri, Eduardo López Bran, nesses casos o tratamento visa reduzir a inflamação, já que uma intervenção cirúrgica só é eficaz quando o problema é muito localizado e muitas vezes é bastante complicado para limpar a área.

É importante esclarecer que estas substâncias já não são usadas em Espanha porque, como explicado pelo médico de Benito, a sua utilização foi proibida pelas autoridades sanitárias europeias, pelo que os recheios utilizados são sempre biocompatíveis e considerados seguros, como é o caso do ácido hialurônico.

O dermatologista do Hospital de Clínicas de San Carlos adverte que para realizar qualquer intervenção cirurgia estética É essencial ir a centros médicos aprovados que tenham profissionais de saúde credenciados e especializados em dermatologia e cirurgia plástica.

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