Os bebês com muito baixo peso ao nascer (1500g ou menos) sofrem problemas associados, como maiores taxas de resistência à insulina, intolerância à glicose durante a infância e aumento da pressão arterial, em comparação com aqueles nascidos com peso normal.

Isso fica claro em um ensaio clínico publicado recentemente em The New England Journal of Medicine, em que a pressão arterial, os níveis séricos de lipídios e a composição corporal foram mensurados por densitometria, resultando em um aumento na concentração de glicose, além de um aumento no índice de resistência à insulina e pressão arterial sistólica.

Este estudo conclui que os recém-nascidos com peso inferior a 1500 gramas estão associados a sinais de diminuição da regulação da glicose durante a juventude. Esse achado sugere que, com o tempo, essas pessoas podem ser mais vulneráveis ​​a distúrbios como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Insulina: o que é isso?

A insulina é um hormônio secretado pelo pâncreas, cuja principal função é ajudar o corpo a utilizar a glicose contida nos alimentos como fonte de energia para realizar as diversas funções orgânicas.

Às vezes o corpo não reage como deveria à insulina e ocorre uma situação conhecida como resistência à insulina. Para compensar, o pâncreas aumenta a produção de insulina, levando à hiperinsulinemia, que aumenta os níveis de insulina no sangue. No entanto, o corpo ainda não responde à insulina e, portanto, continua a não usar glicose adequadamente.

É comum que a resistência à insulina esteja associada a outras condições, como:

  • Aumento nos triglicerídeos.
  • Aumento da glicose
  • Elevação da pressão arterial (hipertensão).
  • Diminuição do colesterol bom (HDL).

Para evitar esta patologia e suas possíveis conseqüências, os especialistas recomendam uma dieta balanceada e realizam exercícios físicos moderados regularmente.

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