Pesquisadores canadenses mostraram que uma espécie de vírus Ebola do Zaire, extremamente virulento em humanos, pode replicar em porcos, desencadeie a doença e seja transmitida a animais que não tenham sido previamente expostos ao vírus. Os resultados deste trabalho foram publicados em O Journal of Infectious Diseases.

Para evitar surtos humanos de febre hemorrágica Ebola, é importante identificar as espécies de animais que replicam e transmitem o vírus para outros animais e, potencialmente, para as pessoas.

O vírus Ebola do Zaire, uma das múltiplas espécies deste vírus, tem um 90% de taxa de mortalidade em humanos Anticorpos foram encontrados para outras espécies não associadas à doença humana, conhecidas como Vírus Ebola Reston, em fazendas de suínos nas Filipinas, sugerindo que os porcos possam transmitir também vírus virulento ao Ebola para as pessoas.

Este estudo, liderado por Gary P. Kobinger, da Agência de Saúde Pública do Canadá, e Hana Weingartl, da Centro Nacional de Doenças Animais Estrangeiros da Agência Canadense de Inspeção de Alimentosinvestigaram se o vírus Ebola da Zabo, como o vírus Ebola Reston, poderia se replicar e causar doenças em porcos e ser transmitido a outros animais. Assim, usando porcos de fazenda, os pesquisadores avaliaram a replicação do vírus e sua patogenicidade e eliminação.

Ao eliminar o vírus da mucosa nasal, os porcos infectados transmitem a infecção para os animais com os quais vivem

Os pesquisadores descobriram que depois que a mucosa foi exposta ao vírus Ebola do Zaire, os porcos replicaram o vírus em grandes quantidades, especialmente no trato respiratório. A eliminação do vírus da mucosa nasal foi detectada por até 14 dias após a infecção e um grave doença pulmonar. O estudo também mostrou que o vírus foi transmitido para todos os porcos que não foram expostos anteriormente e que viviam com os animais infectados.

Os autores do estudo sugerem que os porcos da quinta são susceptíveis ao vírus Èbola do Zaire através da infecção da mucosa, e que a doença respiratória grave que o acompanha está associada à eliminação de cargas virais elevadas no ambiente, expondo os suínos sem infectar esta infecção.

Em contraste com a síndrome sistêmica que afeta vários órgãos, o que muitas vezes leva ao choque e morte em primatas, esses pesquisadores enfatizam que a síndrome respiratória que os porcos desenvolvem pode ser confundida com outras doenças respiratórias porcinas.

CRIANÇA COM RAIVA HIDROFOBIA - VIDEO OFICIAL - LEIAM A DESCRIÇÃO VIDEO E O COMENTÁRIO FIXADO (Setembro 2019).