Um estudo realizado por pesquisadores do Hospital del Mar de Barcelona e seu Instituto de Pesquisas Imim, bem como do Cyber ​​Cyberpiratory Diseases (Ciberes), do Instituto de Saúde Carlos III, em Madri, revelou que a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) fases muito avançadas causam destruição muscular em pacientes, embora estes tenham uma boa massa muscular.

A DPOC, que afeta 10% da população espanhola, consiste em uma progressiva limitação crônica do fluxo aéreo, normalmente irreversível, e que em 90% dos casos é devida ao consumo de tabaco. Seu principal sintoma é a diminuição da capacidade respiratória, que deteriora significativamente a qualidade de vida do paciente.

Já havia sido provado que pacientes com DPOC em estado grave e com uma perda significativa de massa muscular tinham altos níveis de morte celular programada nos tecidos, portanto, o novo estudo, que foi publicado em Jornal de Fisiologia Aplicada, aponta que é aconselhável que esses pacientes exercitem a musculatura.

Pacientes com DPOC em condição grave e com perda significativa de massa muscular apresentaram altos níveis de morte celular programada nos tecidos

Para realizar o estudo, os pesquisadores dividiram os pacientes em grupos de acordo com a DPOC, moderada e grave, e estabeleceram um grupo de controles. Usando biópsias, eles coletaram amostras dos músculos respiratórios e das extremidades inferiores de cada paciente, e as analisaram a partir de quatro marcadores. Dessa forma, eles observaram se havia inflamação celular em três músculos: o intercostal externo, o diafragma e o quadríceps.

Esther Barreiro, pneumologista do Hospital del Mar e cientista da Ciberes, que liderou o trabalho, explicou, no entanto, que no caso de pacientes em estágios intermediários da doença, e que não tiveram perda de massa muscular, não encontraram nenhum indicador de destruição muscular ou que apresentasse sinais avançados de morte celular programada.

Fonte: EUROPA PRESS

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