Uma das maiores complicações do processo de reprodução assistida, e que gera mais ansiedade nas mães aspirantes, é a busca de óvulos doados que sejam fenotipicamente compatíveis com os do paciente.

Até recentemente, e na ausência de técnicas de criopreservação de oócitos, era essencial esperar que o doador realizasse o tratamento até o receptor, e sempre com os oócitos "frescos", o que implicava a espera de vários meses entre ciclo e ciclo, o que prolongou e tornou o processo mais pesado para o paciente. Isso mudou em 2006, graças ao Método de vitrificação Cryotop, introduzido em Espanha pelo Instituto de Infertilidade de Valência (IVI), que permite ter um banco de oócitos (em IVI tem mais de dez mil) que elimina as listas de espera e permite que o interessado encontre o oócito que é mais ajuste às suas características, então, segundo a Dra. Ana Cobo, diretora do banco de criopreservação IVI, a taxa de sucesso é quase total (97% em três tentativas).

Milhares de bebês já nasceram graças à vitrificação dos oócitos: 95% deles sobrevivem descongelando-os para tratamentos reprodutivos

Este tipo de 'loja de ovos' oferece inúmeras vantagens:

  • Já não é necessário coordenar com precisão os ciclos do doador e do receptor.
  • Adeus às listas de espera, já que os óvulos não são mais necessários fresco nem que haja doadores disponíveis no momento.
  • Aumentar a gama de características fenotípicas para encontrar os oócitos mais adequados, mesmo em casos de grupos sanguíneos escassos.
  • Os oócitos são colocados em quarentena, o que diminui o risco de transmissão de doenças infecciosas.
  • Ele permite que você reserve óvulos do mesmo doador, se você quiser ter mais filhos.

Milhares de bebês já nasceram graças à vitrificação dos oócitos, e 95% deles sobrevivem descongelando-os para tratamentos reprodutivos.

Fonte: IVI (Instituto de Infertilidade de Valência)

Dia a dia do embrião antes da transferência no útero materno - IVI Brasil (Setembro 2019).