A Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica (SEPAR) alerta as pessoas afetadas pela síndrome da apnéia e hipopnéia do sono que devem usar dispositivos de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) por pelo menos seis horas enquanto dormem, a fim de melhorar seus sintomas e reduzir a mortalidade associada a essa patologia.

E, apesar da eficácia demonstrada por este dispositivo em reverter a obstrução do trato respiratório, até 40% dos pacientes apresentam dificuldade em completar o tratamento por mais de quatro horas.

40% dos pacientes têm dificuldades em cumprir o tratamento por mais de quatro horas

O CPAP, que os afetados usam enquanto dormem, fornece ar contínuo através de uma máscara e impede o fechamento das trilhas. Desse modo, dormem cada vez melhor, o que impede que sofram sonolência diurna e suas conseqüências, como os riscos de acidentes, trabalho, doméstico e trânsito, o que implica, além de melhorar outras patologias associadas a esse transtorno como a hipertensão, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral e doença cardíaca isquêmica.

O pneumologista José Cordero, no âmbito do XV Curso de Distúrbios do Sono realizado em Burgos, observa que a falta de adesão ao tratamento que afeta quase todas as doenças crônicas é agravada no caso da apneia do sono, pois " o tratamento é especialmente espetacular ".

As principais dificuldades são ruído, insônia, boca seca, desconforto nasal como rinite e até claustrofobia e ansiedade que causam o uso do aparelho.

Portanto, pneumologistas e outros profissionais de saúde respiratória da SEPAR concordaram em analisar e investigar como melhorar a adesão ao tratamento, pois suas conseqüências são um aumento na morbidade e mortalidade, bem como os custos de saúde derivados.

Especificamente, lembre-se que existem vários estudos que mostram que quando o paciente tem seis horas ou mais de tratamento aumenta a sobrevida. Além disso, no caso de sofrer patologias associadas, como insuficiência cardíaca ou acidente vascular cerebral, a correta adesão ao tratamento reduz as taxas de hospitalização e mortalidade.

Fonte: EUROPA PRESS

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