Não é uma novidade, pois já existem aparelhos que são engolidos como se fossem uma pílula, e permitem fazer um endoscopia digestiva mais confortável e menos traumático para o paciente do que o método tradicional. Mas para melhorar este sistema, um grupo de pesquisadores de Oslo Centro de Intervenção do Hospital Universitário (OUS), da Noruega, estão desenvolvendo novas 'pílulas' que incorporam um sistema de gravação de vídeo e um transmissor de rádio semelhante a um GPS, que permitirá examinar áreas de estômago e ele intestino para o qual não foi possível acessar até agora.

Algumas partes do intestino delgado não podem ser vistas com os testes de endoscopia ou gastroscopia que são realizados atualmente, e esta nova geração de comprimidos, projetada para estudar os tecidos mais profundamente e verificar se eles estão danificados, ajudará a identificar anormalidades nos intestinos e o estômago do paciente, como hemorragias ou neoplasias.

Ilangko Balasingham, gerente de projetos da Centro de Intervenção do Hospital Universitário de Oslo (OUS), explica que o novo aparelho terá a capacidade de transmitir vídeos de alta qualidade com os dados obtidos no intestino, utilizando uma tecnologia de banda ultralarga.

O novo dispositivo terá a capacidade de transmitir vídeos de alta qualidade com os dados obtidos no intestino, usando uma tecnologia de banda ultralarga

A diferença com as pílulas usadas atualmente é que elas tiram duas fotos por segundo, em comparação com as 30 fotos por segundo necessárias para gravar em vídeo. A nova pílula precisará estar equipada com uma bateria potente e uma luz intensa que garanta uma boa visibilidade dos dados, que também serão comprimidos para que as imagens tenham maior qualidade.

Os pesquisadores já testaram alguns componentes do novo dispositivo em suínos e também estão trabalhando no desenvolvimento de um transmissor de rádio que informará os médicos sobre a localização da pílula no corpo do paciente.

Transmissão ao vivo de TV Justiça Oficial (Setembro 2019).