Um estudo conduzido na Universidade de Melbourne (Austrália) conclui que o sulfato de magnésio antes do nascimento pode ser neuroprotector para o feto, prevenindo a paralisia cerebral.

Esse achado poderia ajudar a reduzir a incidência desse distúrbio, que afeta aproximadamente um em cada 500 recém-nascidos e 10% dos bebês prematuros. Na Espanha, cerca de 1.500 bebês com paralisia cerebral nascem a cada ano ou desenvolvem-no, um problema que pode afetar crianças de qualquer raça e condição social.

Na pesquisa realizada pelos especialistas desta universidade australiana, foram selecionados cinco estudos nos quais mais de 6.000 bebês participaram, confirmando que o sulfato de magnésio é eficaz e seguro para o tratamento da paralisia cerebral em bebês prematuros (menos de 28 semanas de gestação), graças ao seu efeito protetor contra a hipóxia (falta de oxigênio).

Bebês prematuros que sobrevivem sobrevivem muitas vezes sofrem danos nos nervos que se manifestam na forma de paralisia cerebral, cegueira e surdez, entre outras seqüelas.

O risco absoluto de desenvolver este problema foi de 3,4% para os bebês cujas mães receberam este medicamento contra magnésio, contra 5,4% dos bebês cujas mães haviam tomado placebo.

Em crianças com essa condição, uma parte do cérebro delas não funciona como deveria ou não se desenvolveu normalmente. Normalmente, a área afetada é uma das encarregadas de controlar os músculos e certos movimentos do corpo. As causas que o causam ocorrem durante a gravidez ou parto, ou nos primeiros anos de vida.

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