O solidão, que já havia sido associada a um aumento da chance de sofrer de doenças e desenvolver distúrbios emocionais como a depressão, pode ter consequências ainda piores, já que um estudo realizado nos Estados Unidos por pesquisadores Brigham e Hospital da Mulher da Harvard Medical School, de Boston, descobriu que pessoas que moram sozinhas têm um risco maior de mortalidade geral do que aquelas que vivem em companhia. Em particular, o risco de morrer é de 14,1% em comparação com 11,1% dos acompanhados.

No caso de morte por doença cardiovascular, as chances de morrer também são maiores no caso de morar sozinho - 8,6% contra 6,8%. Para chegar a essa conclusão, os autores do trabalho - que foi publicado em 'Archives of Inernal Medicine' - estudaram durante quatro anos 44.573 pacientes que tiveram aterotrombose ou três ou mais fatores de risco cardiovascular.

As pessoas que vivem sozinhas têm um risco maior de mortalidade geral do que aquelas que vivem na companhia

Os cientistas também avaliaram a influência da idade no aumento do risco de morrerem sozinhos e observaram que esse risco aumentou após os 45 anos de idade.

Os especialistas do Fundação Espanhola do Coração (FEC), que afirmam que a solidão tem sido associada a uma maior propensão a sofrer várias doenças por um longo período, explicam que outros fatores relacionados ao estilo de vida também devem ser levados em conta: hábitos nocivos como tabagismo, alimentação inadequada, Excesso de peso, hipertensão, diabetes e o estresse em si que causa a sensação de solidão, pois é precisamente a combinação de todos esses fatores que aumenta as chances de morrer prematuramente.

Do FEC recomendar a todas as pessoas que devem morar sozinhas, tentar se cercar de um círculo de familiares e amigos com quem compartilhar atividades de lazer, e ir a lugares onde possam se relacionar com outras pessoas, além de adotar hábitos de vida saudáveis. Uma opção altamente recomendada para todos aqueles que gostam de animais é viver com um animal de estimação que pode ser ocupado, porque é uma maneira de se sentir acompanhado.

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