Isso coincide com a época do ano em que os dias são mais escuros e mais curtos - os três meses que seguem o equinócio de outono - com o último trimestre de gravidez pode aumentar o risco de as mulheres pela primeira vez terem até 35% depressão pós-parto. Esta tem sido a constatação de um estudo realizado por membros da Universidade Estadual de San José (EUA) que buscou conhecer o efeito da exposição à luz natural no final da gestação sobre o estado de espírito após o parto.

A pesquisa, publicada no Revista de Medicina Comportamental, tiveram os dados de outro estudo que analisou o sono, antes e depois da gravidez, e a exposição ao sol, antes e depois do parto, de 293 mulheres. Também incluiu informações sobre outros fatores de risco para depressão pós-parto, como idade, histórico de depressão e status socioeconômico.

Fazer caminhadas para obter mais vitamina D do sol ou recorrer à fototerapia pode ser uma opção para prevenir a depressão pós-parto

Previna a depressão pós-parto com fototerapia

Os resultados revelaram que as mulheres que viveram seus últimos três meses de gestação em uma estação em que os dias eram mais longos tiveram 26% de chance de serem diagnosticadas com depressão após o nascimento de seus filhos, enquanto este número aumentou para 35 anos. % se o final da gravidez coincidiu com o tempo em que dias são os mais curtos e mais escuros do ano; no último caso, além disso, as mulheres apresentaram sintomas depressivos mais graves e prolongados.

Com base nestes resultados, os autores da investigação, liderada por Deepika Goyal, acreditam que a fototerapia - tratamentos com exposição à radiação ultravioleta - podem ser muito úteis para mulheres grávidas, especialmente se já tiverem histórico de transtornos mentais ou outros fatores de risco. Além disso, eles recomendam que as mulheres grávidas passem a passear para obter vitamina D suficiente do sol e reduzir a quantidade de melatonina, um dos hormônios que têm sido associados à depressão.

Depressão pós-parto - Jornal Minas (Novembro 2019).