O vírus do papiloma humano (HPV) aumentou sua prevalência na Espanha nos últimos anos devido a outras causas, e de acordo com um estudo realizado pelo Instituto Catalão de Oncologia (ICO), as mudanças que ocorreram nos hábitos sexuais de a povoação.

De acordo com os dados obtidos com este trabalho, que se baseia na análise de uma amostra representativa da população feminina, que incluiu 3.200 mulheres entre 18 e 65 anos de idade, estima-se que 14% das mulheres espanholas (dois milhões no total) já estão infectados pelo HPV, e esse percentual chega a 29% quando se considera apenas o grupo de mulheres com idade entre 18 e 25 anos.

Um dos fatores que mais contribuiu para a expansão do vírus entre os mais jovens - explicam os pesquisadores - é que a idade em que eles começam a ter relação sexual e o número de parceiros sexuais que eles têm também aumentou. Assim, enquanto mulheres entre 56 e 65 anos começaram a ter relações sexuais em média de 22,7 anos, aquelas entre 18 e 25 anos a 16,9 anos, e 45% delas já tiveram entre dois e quatro parceiros sexuais, em comparação com 16% dos mais velhos.

80% das mulheres sexualmente ativas serão expostas ao HPV em algum momento de suas vidas, daí a importância de tomar medidas profiláticas

O HPV tem muitas variantes, mas na pesquisa da OIC, publicada no Journal of Medical Virology, a grande maioria dos tipos de vírus que foram diagnosticados (84%) eram cepas de alto risco, como o HPV 16. que é considerado o principal responsável pelo aparecimento do câncer cervical, e que foi detectado com maior frequência.

Outros tipos de câncer que foram associados à presença do vírus do papiloma humano são a vagina e o ânus (em 80% dos casos), e a vulva e o pênis (em 40%), além de estarem diretamente relacionados com o aparecimento de um tipo de carcinoma na cavidade bucal, e detectado em 90% dos verrugas genitais.

Xavier Castellsagué, chefe da Unidade de Infecção e Câncer da OIC e responsável pelo estudo, alerta que os resultados revelam que a infecção pelo HPV, além de ser a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo, também é mais freqüente na Espanha. o que se pensava, e pede a extensão de medidas preventivas, como a vacina contra o vírus, tanto para mulheres entre 18 e 26 anos - que atualmente não estão incluídas na campanha de vacinação da saúde pública -, como para aquelas Eles já estão infectados.

Castellsagué indicou que 80% das mulheres sexualmente ativas serão expostas a esse vírus em algum momento de suas vidas, daí a importância de se tomar medidas profiláticas. Embora graças à ação do sistema imunológico, também oito entre dez mulheres que entram em contato com o vírus se livrarão dele, o restante (20%) se tornará portador crônico e poderá, por sua vez, infectar outras pessoas. Além disso, cerca de 5% dos que permanecem infectados também correm o risco de desenvolver um câncer ou um câncer pré-câncer.

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