O trepanação, atualmente chamado craniotomia, é uma prática cirúrgica realizada há séculos. Esta técnica é uma maneira de acessar o cérebro, através de uma divisão no crânio, que consiste em cortes, feitos na forma de um quadrado ou fazendo buracos.

Hoje em dia, a mera menção de uma trepanação ou craniotomia ainda causa certo mal-estar, insegurança e até medo, apesar de todos os avanços científicos e a experiência que temos sobre ela, já que tem sido praticada há séculos.

Nos tempos antigos, esta técnica foi usada por razões médicas (tumores, epilepsias ...) e questões religiosas (usado os ossos da carne em rituais religiosos, etc.).

Os egípcios foram os pioneiros na aplicação deste tipo de intervenções realizadas de maneira um tanto rudimentar, com poucas medidas higiênicas e sem anestesia. No Egito, eles guardaram os fragmentos de ossos extraídos do crânio, usando-os como amuletos religiosos. Os soberanos tinham o hábito de realizar trepanação quando estavam prestes a morrer para que sua alma pudesse deixar seu corpo. Esta ação foi realizada pelo médico da corte, assistido pelo "The Hemostat", que foi dito ser uma pessoa cujo único ato de presença na sala onde a operação foi realizada foi capaz de parar o sangramento do paciente.

Ciência ou religião?

Se a trepanação foi devido a causas médicas, foi realizada porque o paciente sofria de dores muito fortes na cabeça, geralmente devido a um tumor. O médico, com um objeto semelhante a um porrete, atingiu diferentes áreas da cabeça até que a pessoa gritou de dor, indicando ao médico a área onde estava o tumor. O dispositivo que eles usaram para cortar o crânio foi chamado de trépano (daí o nome dessa técnica).

No passado, nem todos podiam passar por trepanações, apenas algumas famílias privilégiocomo os faraós.

Tudo dito parece ficção científica, mas não podemos esquecer que o principal objetivo desta técnica e seus executores (exceto no caso religioso), era originalmente manter viva aquelas pessoas que confiavam em suas habilidades, fazendo tudo o que era possível salvá-los. Os egípcios, portanto, foram os precursores do que, ao longo dos anos e do avanço das tecnologias, fazem parte da ciência hoje praticada pelos neurocirurgiões reconhecidos nos hospitais de maior prestígio.

TREPANAÇÃO - Por Dentro 15 | BláBláLogia (Outubro 2019).