A gripe causada por Vírus H1N1, chamada em princípio de "gripe suína", teve uma taxa de mortalidade até 15 vezes maior do que a relatada inicialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Enquanto as primeiras estimativas atribuem a morte de 18.500 pessoas a essa cepa de influenza, um grupo de pesquisadores do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), localizado na cidade de Atlanta, realizou análises matemáticas que concluíram que entre abril de 2009 e agosto de 2010 houve entre 150.000 e 575.000 mortes como resultado do vírus A (H1N1).

Novas análises concluíram que entre abril de 2009 e agosto de 2010 houve entre 150.000 e 575.000 mortes como resultado do vírus A (H1N1)

A grande variedade que separa o número de vítimas estimadas pelos pesquisadores se deve ao problema de conhecer todas as mortes que ocorreram como resultado desse vírus em áreas do planeta como Ásia e África, onde cerca de 51% das mortes ocorreram. . Além disso, os sintomas da gripe comum poderiam ser confundidos com os causados ​​pelo vírus H1N1, e muitos dos afetados não tinham os exames laboratoriais necessários para identificar essa infecção específica, especialmente em países com menos recursos.

O estudo do CDC coincidiu com as informações fornecidas pela OMS, nas quais oito em cada dez mortes tinham menos de 65 anos, um fato significativo se levarmos em conta que a influenza sazonal geralmente causa mais mortes entre os idosos.

Os autores da nova pesquisa explicaram que seu objetivo é coletar informações que permitam desenvolver estratégias para prevenir pandemias desse tipo em todo o mundo, embora reconheçam que há dificuldades em coletar dados em países menos desenvolvidos, que ainda não têm registros confiáveis, e Também é necessário ter esses dados para poder conhecer o comportamento do vírus nas diferentes áreas geográficas e sociais.

Laurie Garrett: What can we learn from the 1918 flu? (Outubro 2019).