Pacientes com enxaqueca hemiplégica familiar (FHM) são mais propensos a desenvolver depressão. Esse tipo de enxaqueca pode ter vertigem, náusea e distúrbios visuais associados. Nos Estados Unidos, pesquisadores da 'Harvard Medical School' comprovaram como fatores genéticos e hormonais aumentam a tendência de sofrer FHM em mulheres.

A migrânea hemiplégica familiar é um tipo raro de enxaqueca, de herança autossômica dominante, caracterizada por episódios repetidos de hemiparesia ou hemiplegia durante a aura da crise migranosa; Parestesias, distúrbios do campo visual, disfasia e diferentes graus de consciência alterada, entre outros sintomas, também podem ocorrer.

Os ataques persistem por alguns minutos a horas e geralmente começam na infância. O estudo mostra que a FHM possui um importante componente genético, além de hormonal, afetando principalmente as mulheres (como acontece com outros tipos de enxaqueca).

Curiosamente, foi observado que os pacientes que sofrem de FHM são mais propensos a desenvolver depressão. Segundo os especialistas, as mutações no gene CACNA1A são as principais responsáveis ​​pela FHM, causando alterações visuais conhecidas como "aura". A investigação incluiu vários ratos com uma ou duas mutações do gene CACNA1A, que mostraram uma susceptibilidade aumentada à FHM e depressão. Os cientistas observaram que a mutação associada às formas mais severas dessa enxaqueca causava uma maior propensão a sofrer depressão do que a mutação relacionada a uma forma mais branda de FHM.

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