Oito milhões de crianças que residem nos países do Sudeste Asiático não foram vacinadas contra o sarampo e, portanto, correm o risco de contrair esta doença infecciosa, que acabou com a vida de mais de 70.000 crianças em 11 países da região durante o ano de 2011.

Isso foi observado por Samlee Plianbangchang, diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Sudeste Asiático, que também explicou que os surtos de sarampo são um obstáculo para o desenvolvimento desses países, enquanto a administração da vacina à população é uma maneira "econômica" de eliminar tanto esta doença quanto a rubéola.

Os governos desses países comprometeram-se a eliminar o sarampo e controlar a rubéola e a síndrome congênita até 2020, e para alcançar esse objetivo será necessário alcançar e manter 95% da imunidade da população contra essas doenças. Além disso, desenvolver um sistema de vigilância para possíveis casos que surgirem.

Administrar a vacina à população é uma maneira “econômica” de eliminar tanto o sarampo quanto a rubéola

Segundo dados da OMS, nesses países, entre 2000 e 2011, a taxa de incidência de sarampo foi reduzida em 63%, de 69,9 para 25 por milhão de habitantes. Neste período, as mortes causadas pelo sarampo no Sudeste Asiático também foram reduzidas em 48%.

No entanto, os especialistas temem que, atualmente, o progresso da imunização populacional não seja tão rápido quanto deveria, e a meta estabelecida para 2020 não seja atingida, portanto, a OMS conclama esses governos a completar as 'lacunas' financeiras. e técnicos pendentes para que o sarampo possa ser erradicado da região naquela data.

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