Odiagnóstico de pancreatite aguda Pode ser estabelecido com base no quadro clínico descrito pelo paciente e confirmado pelo aumento das concentrações da enzima amilase no sangue. Às vezes, como a amilase também é produzida em outras glândulas, como as glândulas parótidas, uma determinação específica de amilase ou lipase pancreática, que é outra enzima do pâncreas, deve ser feita.

Para visualizar o pâncreas inflamado, ultra-som e tomografia computadorizada são usados. O primeiro também revelará alterações da vesícula biliar e litíase que podem gerá-lo, enquanto na tomografia computadorizada o diagnóstico de pancreatite é mais acurado e pode diagnosticar complicações como cistos, abscessos, necrose, hemorragias, etc.

Outro teste, CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) consiste em uma endoscopia pela boca até o ducto biliar comum e injeção de contraste para desenhar a vesícula e os ductos pancreáticos. Permite desbloquear este ducto se houver uma pedra ou lama, e até realizar uma biópsia se a obstrução for por motivos de tumor. É útil em casos de pancreatite traumática e litíase grave, embora haja casos de pancreatite aguda em que o pâncreas pareça normal ao exame.

Para odiagnóstico de pancreatite crônica deve levar em conta o consumo contínuo de álcool, dor abdominal crônica ou episódica e a presença de calcificações pancreáticas, além de outros sinais, como perda de peso ou diarréia persistente. Níveis séricos de amilase são normais nesses casos. Observa-se uma má digestão de gorduras e proteínas devido à diminuição da secreção de enzimas pancreáticas.

A radiografia abdominal pode revelar calcificações pancreáticas, enquanto a ultrassonografia é útil para verificar a presença de pâncreas aumentado ou para identificar um pseudocisto cheio de líquido. A CPRE é o exame radiológico para diagnosticar alterações precoces nos ductos pancreáticos.

PANCREATITE AGUDA - DIAGNÓSTICO AULA 1 (Novembro 2019).