O livro 'Mulher, Ginecologia e Cerveja', publicado pela Sociedade Espanhola de Ginecologia e Obstetrícia, que destaca os inúmeros benefícios para a saúde do consumo moderado de cerveja, acaba de ser apresentado. Assim, e de acordo com este manual, o silício, um mineral que contém cerveja, é benéfico durante os principais estágios da vida da mulher, como gravidez, lactação e menopausa.

Como explica Tirso Pérez, coordenador do livro, a cerveja é uma bebida que é feita com ingredientes naturais e contém vitaminas como ácido fólico, fibras e minerais como silício, magnésio, potássio e sódio, por isso é mais benéfico do que vinho

A cerveja também ajuda a prevenir as condições associadas à queda de estrogênio que ocorre durante a menopausa

A cerveja é uma fonte importante de ácido fólico, uma vitamina que é recomendada para tomar quando o planejamento da gravidez começa porque reduz o risco de malformações congênitas no bebê. Portanto, este especialista recomenda o consumo de cerveja sem álcool para gestantes e lactentes, pois essa bebida reduz o estresse oxidativo e beneficia tanto a mãe quanto o bebê.

Este mesmo efeito antioxidante é o que beneficia as mulheres durante a menopausa, pois ajuda a prevenir as condições associadas à diminuição do estrogênio que ocorre durante esse período. Existem até estudos científicos que mostraram que a ingestão de fitoestrogênios naturais, como aqueles contidos na cerveja através da dieta, pode retardar o início da menopausa em cerca de dois anos.

Outra propriedade atribuída à cerveja é sua capacidade de combater ou retardar o surgimento de patologias como a doença de Alzheimer ou a osteoporose. Isso porque seu conteúdo em flavonas exerce um importante efeito estrogênico que permite inibir a perda de massa óssea e estimular a secreção de calcitonina que favorece a formação óssea. O silício também aumenta a densidade óssea e promove a formação de colágeno.

Um copinho de vinho na gravidez pode ajudar os filhos (Setembro 2019).