Um estudo realizado por pesquisadores do Hospital de Clínicas de Barcelona e do Idibaps (Instituto de Pesquisas Biomédicas August Pi i Sunyer), indica que bebês nascidos graças a técnicas de reprodução assistida podem ter maior risco cardiovascular na infância.

De acordo com os resultados do estudo, que foi publicado na revista Circulação, os fetos concebidos com esse tipo de técnica experimentam alterações no coração e nas artérias semelhantes às apresentadas por crianças que sofrem de diabetes ou obesidade grave, e essas alterações permanecem após o nascimento.

O aumento do risco cardiovascular pode ocorrer como consequência de fatores associados à infertilidade dos pais ou complicações durante a gravidez

Os pesquisadores usaram ultrassonografias para verificar se as paredes das artérias dos fetos em estudo, que foram concebidas artificialmente, eram mais espessas do que o normal e que o sangue exerce mais pressão, de modo que o coração precisa se adaptar a isso. situação para poder funcionar corretamente.

No entanto, e como explicou Eduard Gratacós, que dirigiu a pesquisa, o aumento do risco cardiovascular não se deve a técnicas de reprodução assistida, mas pode ocorrer como conseqüência de fatores associados à infertilidade dos pais, ou devido a complicações na gravidez que surgiram.

Os autores do trabalho também desenvolveram um algoritmo que permite prever, por ultrassonografia, quais são os fetos que terão maior risco de desenvolver uma doença cardiovascular quando atingirem os adultos. A esse respeito, esses especialistas indicaram que o fator de risco não é o mesmo que sofrer da doença, e é por isso que a prevenção é fundamental. Assim, eles destacaram que um estudo recente mostrou que crianças concebidas por meio da reprodução assistida, cuja dieta é rica em ácidos graxos ômega-3, reverteram significativamente o fator de risco.

Síndrome dos Ovários Policísticos: o distúrbio endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais (Setembro 2019).