Um grupo de pesquisadores espanhóis realizou um estudo com ratos de laboratório que mostra que consumir frutose excesso de gravidez durante a gravidez, altera a resposta da gestante ao leptina, um hormônio que intervém no controle da sensação de saciedade e que regula a ingestão e o gasto de energia, de modo que a resistência à leptina está associada ao sobrepeso e à obesidade.

De acordo com os resultados do estudo, que foi publicado no 'Journal of Nutritional Biochemistry', ingerir uma alta quantidade de frutose - um tipo de adoçante comum na maioria dos refrescos artificiais- durante a gravidez, poderia condicionar a resposta biológica da prole ao jejum ou à obesidade, portanto, se esta associação for confirmada em seres humanos, seria de grande importância, já que é cada vez mais freqüente o consumo de refrigerantes ricos em frutose

Consumir uma quantidade elevada de frutose durante a gravidez pode alterar a resposta do bebê à leptina, um hormônio que regula a ingestão e o gasto de energia.

Para realizar a pesquisa, os cientistas dividiram as ratas prenhes em três grupos; o primeiro foi oferecido com água corrente, a segunda água foi enriquecida com frutose e, na água do terceiro grupo, eles adicionaram a mesma quantidade de açúcar na forma de glicose.

Eles observaram que os três grupos de animais apresentavam diferentes parâmetros bioquímicos no sangue, nos tecidos e na expressão de vários genes, e o mesmo aconteceu no caso da prole. Apenas o grupo que ingeriu frutose através da água teve alterações na resposta à leptina.

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