Os médicos da atenção primária devem estar cientes da importância de se vacinar na idade adulta para prevenir doenças, melhorando assim a qualidade de vida do paciente e reduzindo sua mortalidade. Os pneumologistas espanhóis, através do Grupo de Estudos de Vacinação de Adultos (GEsVa), defendem o estabelecimento de calendário de vacinação no adulto, como já acontece com a população infantil.

Os especialistas não se cansam de insistir que a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir doenças infecciosas, contribuindo para a redução da mortalidade e melhoria da qualidade de vida.

Ramón Cisterna, chefe do Serviço do Hospital Basurto de Vizcaya e professor de Microbiologia da Universidade do País Basco, considera que os calendários de vacinação infantil são o mais importante avanço da saúde nos últimos anos. E ressalta que a questão pendente do sistema de saúde espanhol é a vacinação em adultos, que é necessária para prevenir doenças como a hepatite B, cuja vacina deve ser renovada a cada dez anos, coqueluche e gripe. Os especialistas recomendam especialmente vacinas contra influenza, hepatite B, coqueluche, tétano, herpes, pneumococo e papiloma humano.

Esse professor assegura que a administração da vacina contra influenza previne 80% das mortes que ocorreriam como resultado de complicações decorrentes dessa doença. Para pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), por exemplo, vacinar-se contra a gripe é essencial para reduzir o número de internações, que já aumentam durante o inverno.

José Luis Viejo Bañuelos, chefe do Serviço de Pneumologia do Complexo Hospitalar de Burgos, explica a esse respeito que ficou provado que a administração anual da vacina contra influenza e a vacina antipneumocócica a cada cinco ou oito anos podem reduzir o número de infecções e morbidade e mortalidade em idosos e em pacientes com DPOC.

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