Um novo teste genômico é capaz de detectar com 95% de confiabilidade o risco que uma pessoa tem de desenvolver o melanoma, o tipo de câncer de pele mais comum em países ocidentais, que se espalhou, entre outras causas, como resultado do hábito - muito popular por razões estéticas - tomar sol excessivamente durante o tempo de lazer.

Atualmente, cerca de 160.000 novos casos de melanoma são diagnosticados em todo o mundo a cada ano, um tumor cuja aparência poderia ser evitada tomando certas precauções. O novo teste, além de prever efetivamente as chances de uma pessoa sofrer, também serve para conhecer os fatores que aumentam o risco de cada indivíduo desenvolver esse tipo de câncer, pois, apesar da exposição excessiva e proteção contra a radiação solar pode causar sua aparência, outras causas também intervêm, incluindo herança genética.

O teste genômico que avalia as possibilidades de desenvolvimento do melanoma leva em consideração fatores ambientais, genéticos e fenotípicos para determinar o nível de risco de cada indivíduo

O teste genômico leva em consideração fatores ambientais, genéticos e fenotípicos, para determinar o nível de risco do indivíduo analisado e, uma vez conhecidos os resultados - entre 10 e 15 dias depois -, o especialista já pode estabelecer critérios de prevenção e verificações dermatológicas, bem como diretrizes de proteção solar, tanto por meio da aplicação de cremes tópicos, como pela ingestão de substâncias que, como os antioxidantes, têm propriedades para promover as defesas da pele contra o melanoma.

Esse é um avanço que ajudará a melhorar as estratégias de prevenção, uma vez que é um diagnóstico precoce e não é necessário esperar pelo aparecimento de qualquer sinal ou sintoma que revele a presença de câncer nos estágios iniciais para começar a tomar medidas. No caso de uma doença como o melanoma - e devido à sua propensão a metástase-, a sobrevida do paciente depende, em grande parte, do momento em que é detectado, pois enquanto sua cura atinge até 90% quando diagnosticada e tratada nos primeiros estágios, esse percentual diminui até 10% cinco anos após diagnóstico, se for descoberto em estágio avançado.

Diálogo de Experts Alberto Wainstein e Daniel Coit TV Onconews 211115 (Setembro 2019).