De acordo com dados do Framingham Heart Study (Massachusetts, Estados Unidos), pessoas com altos níveis de leptina - proteína produzida por adipócitos (células adiposas) - têm menor probabilidade de desenvolver a doença de Alzheimer e outros tipos de demência.

Para o ensaio, os cientistas mediram a concentração de leptina de 785 voluntários que não sofriam de demência durante os anos de 1990 e 1994. Posteriormente, entre 1999 e 2005, realizaram uma ressonância magnética volumétrica do cérebro de 198 indivíduos com as mesmas condições. Além disso, eles mediram o volume total do cérebro e uma área chamada de corno temporal, que indica o início da doença de Alzheimer e o subseqüente risco de demência. Em aproximadamente nove anos, 111 participantes desenvolveram demência e 89 foram diagnosticados com a doença de Alzheimer.

Os cientistas observaram que os altos níveis dessa proteína estavam relacionados a um número menor de causas que podem produzir demência e doença de Alzheimer.

Se esses resultados forem confirmados em estudos adicionais, os níveis de leptina poderiam ser considerados um indicador do envelhecimento saudável do cérebro, e também há aberturas para possíveis tratamentos e terapias preventivas.

O que é leptina?

Representação tridimensional da leptina
  • É uma proteína produzida por adipócitos (células adiposas) que inibe o apetite ao nível do hipotálamo. Seu déficit causa obesidade.
  • Altos níveis de insulina no sangue, assim como os glicocorticóides, têm um efeito estimulante na secreção de leptina.

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