Você pode imaginar que quando ocorre uma falha no processo de fertilização, qual poderia ser a causa para saber com mais precisão como agir para resolver o problema de fertilidade de cada casal? Bem, já existe um método para isso. Foi desenvolvido pelo centro de reprodução assistida CREA, que apresentou este procedimento inovador para o estudo de oócitos durante o curso 'Novas ferramentas para o estudo de gametas em reprodução assistida', dirigido e ministrado pelos melhores especialistas da área.

A organização do centro médico anunciou que esta nova ferramenta para diagnosticar e tratar os gametas não só melhora a eficácia dos tratamentos de reprodução assistida, mas também os torna mais seguros.

Como explicou o Dr. Miguel Ruiz Jorro, co-diretor do CREA, até agora, após a fertilização in vitro ou a microinjeção de espermatozóides não obtém sucesso na obtenção de qualquer ovócito fertilizado, é impossível discernir à primeira vista se a causa é devida a uma disfunção no oócito ou no espermatozóide. No entanto, esta nova técnica nos permite estudar os oócitos para encontrar a origem da falha da fertilização, o que torna possível saber se a solução é recorrer à doação de óvulos ou sêmen para orientar o paciente.

Seis em cada dez pacientes com DNA fragmentado, passam a ser pais graças à técnica de seleção imunomagnética de espermatozóides

Técnicas reprodutivas cada vez mais eficazes

Nestes dias ensinados na capital de Turia puderam ver também novas técnicas, mais seguras, eficazes e simples, para diagnosticar a fragmentação do DNA do esperma. Essa patologia consiste na presença de rupturas ou lesões no material genético do espermatozoide, devido à oxidação das membranas, o que resulta em falhas nos tratamentos convencionais de reprodução assistida, e até mesmo em ocasiões em repetidos abortos.

Uma dessas técnicas é a de Seleção imunomagnética de espermatozóides, também chamado de 'colunas de anexação', e que o CREA desenvolveu em conjunto com o especialista em gametologia Vanesa Rawe. Esse procedimento utiliza campos magnéticos para filtrar os espermatozóides, permitindo selecionar aqueles com DNA completo (sem fragmentação), o que multiplica as possibilidades de originar um embrião sadio, com melhor capacidade de implantação e de desenvolvimento evolutivo normal. Seis entre dez pacientes com DNA fragmentado, se tornam pais graças a essa técnica.

Fonte: EUROPA PRESS

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