Um novo medicamento para a esclerose múltipla, com efeitos anti-inflamatórios e imunomoduladores, foi demonstrado em dois ensaios clínicos, cujos resultados foram publicados no prestigiado "New England Journal of Medicine", que é capaz de reduzir em 50% a taxa de surtos característica desta doença.

Atualmente, a esclerose múltipla não tem cura, e as terapias que são administradas aos pacientes visam interromper a progressão da doença e aliviar os sintomas e complicações que podem ocorrer. Portanto, qualquer novo avanço no tratamento da esclerose múltipla é uma grande esperança para todas as pessoas afetadas por esta doença, que é considerada a principal causa de incapacidade neurológica em adultos jovens.

A nova droga é capaz de reduzir a taxa de surtos de esclerose múltipla em 50%

Nos estudos realizados para verificar a eficácia do novo medicamento - conhecido como 'Definir e' Confirmar -, os pesquisadores observaram que não só é capaz de reduzir o número de surtos, mas também diminui a aparência entre 71 e 99 por cento. de novas lesões cerebrais. Além disso, nos pacientes que participaram do estudo "Definir", a progressão da incapacidade que causa a doença também foi reduzida em 38%.

O novo medicamento, chamado BG-12, foi administrado a pacientes em doses de 240 mg, duas ou três vezes ao dia, e seus efeitos colaterais - diarréia e outros distúrbios intestinais, bem como rubor facial - são infrequentes e bem tolerados pelos afetados.

A droga mais utilizada para controlar a doença é o interferon, cuja segurança é demonstrada. No entanto, não é eficaz em todos os casos, e alguns pacientes continuam a ter surtos, por isso, às vezes, é necessário recorrer a outras substâncias, que podem ter sérios efeitos colaterais. Por essa razão, se o BG-12 for finalmente aprovado para seu uso, ele poderá se tornar o fármaco de primeira escolha - tanto por sua eficácia quanto por sua administração conveniente - no tratamento da esclerose múltipla.

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