Na Espanha, a cirurgia laparoscópica, que é minimamente invasiva e reduz significativamente as complicações associadas a intervenções cirúrgicas, como dor pós-operatória e outros efeitos adversos, já é a mais utilizada, chegando a 80% dos casos.

Graças a essa nova técnica, os pacientes se recuperam antes de se submeterem à cirurgia tradicional, segundo o Dr. Alberto Muñoz-Calero, presidente da Associação Espanhola de Cirurgiões (AEC).

Assim, durante a celebração do XVIII Congresso Nacional de Cirurgia, membros da ACS apontaram que 10 a 20% das cirurgias abdominais realizadas atualmente na Espanha são praticadas pelo umbigo. Os mais frequentes são a remoção do apêndice ou da vesícula biliar e intervenções para tratar a obesidade mórbida ou o câncer de cólon.

Salvador Morales, secretário da Seção de Cirurgia Endoscópica da AEC, explica que consiste em uma única incisão no umbigo (medindo entre 1,2 e 3,5 cm) em vez das três, quatro ou cinco incisões necessárias na laparoscopia tradicional e através do qual a cavidade abdominal do paciente é acessada.

A cirurgia endo-laparoscópica transluminal é uma técnica nova, com características próprias, pois utiliza os orifícios naturais do corpo humano, como o ânus, a boca ou a vagina, para acessar a área a ser tratada. No entanto, esta nova técnica cirúrgica, diz Morales, está começando a ser utilizada, por isso é muito cedo para avaliar seus resultados.

EUROPA PRESS
Foto: EP / CANARY ISLANDS

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