A hiper-hidrose focal consiste em um excesso de suor nas palmas das mãos, solas dos pés, axilas e face e, como explica o Dr. José Carlos Moreno, presidente da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia (AEDV) e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Reina Sofía de Córdoba, é um distúrbio bastante freqüente que afeta entre 1 e 3 por cento da população.

O especialista afirma que a sudorese não é prejudicial, uma vez que desempenha um papel fundamental na controle de temperatura e ao criar um primeira barreira de defesa cutânea. A estimulação nervosa, acrescenta, é um fator que influencia a transpiração, portanto, em situações estressantes a quantidade de sudorese aumenta.

Embora seja uma condição que geralmente não é grave, a hiperidrose pode deteriorar significativamente a qualidade de vida daqueles que sofrem com ela.

O Dr. Moreno aponta que os pacientes não consultam muito sobre esse transtorno devido à baixa eficácia demonstrada até o momento pelos tratamentos usados ​​para tentar corrigi-lo. No entanto, afirma que, embora seja uma condição que geralmente não é grave, a hiperidrose pode deteriorar significativamente a qualidade de vida daqueles que sofrem com ela.

Uma terapia que poderia ter futuro, segundo Moreno, é a laser, que funciona eliminando as glândulas sudoríparas por aquecimento. No momento, os novos modelos de laser têm oferecido bons resultados, entre 75 e 95% de eficiência. No entanto, reconhece que é uma terapia nova e que leva tempo para verificar sua eficácia e efeitos colaterais a longo prazo.

Existem outras medidas que podem ser tomadas para combater a transpiração excessiva. Como primeira escolha, anti-social, que inibem a transpiração Medicamentos anticolinérgicos também são usados, mas eles têm a desvantagem de poderem afetar outras funções, como a salivação. E o especialista também destaca o iontoforese, com o qual substâncias são injetadas na pele de uma corrente elétrica.

Atualmente, o tratamento preferido por especialistas, principalmente nos níveis axilar e palmar, é a injeção de toxina botulínica. Porém, seu preço é alto, a infiltração causa dor ao paciente, e entre dois e três tratamentos por ano são necessários, já que o efeito dura entre 4 e 6 meses.

O especialista destaca o simpatectomia transtorácica, técnica que suprime os gânglios linfáticos responsáveis ​​por estimular a axila e a transpiração da mão. Mas ele adverte que isso tem uma desvantagem: a hiperidrose compensatória porque, quando você para de suar nas mãos e axilas, o suor aumenta em outras áreas do corpo. Outra solução é a cirurgia local, que elimina as glândulas sudoríparas por meio de uma curetagem subcutânea.

Fonte: EUROPA PRESS

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