A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 10% da população mundial sofra de doença psiquiátrica e, na Espanha, espera-se que mais de 15% da população sofra algum tipo de transtorno mental ao longo da vida.

Atualmente na Espanha há um aumento de transtornos mentais graves, mas os mais comuns, como ansiedade e depressão que, segundo a Organização Mundial da Saúde, serão em 2020 a principal causa de falta de assistência para trabalhar nas nações desenvolvido, e a segunda doença mais frequente no mundo.

Os transtornos mentais são uma importante causa de perda de bem-estar e qualidade de vida, dependência, isolamento social, desenvolvimento de outras patologias associadas e aumento da mortalidade devido ao suicídio. Mais de 90% dos suicídios estão relacionados a distúrbios psiquiátricos, e dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, em 2008, o suicídio foi a primeira causa de morte não natural na Espanha, com um total de 3.421 pessoas mortas.

A fim de reduzir o número de mortes por suicídio, a Sociedade Espanhola de Psiquiatria (SEP), a Sociedade Espanhola de Psiquiatria Biológica (SEPB) e a Fundação Espanhola de Psiquiatria e Saúde Mental (FEPSM) lançaram um projeto que inclui recomendações para prevenir e gerenciar o comportamento suicida.

O presidente da Fundação Espanhola de Psiquiatria e Saúde Mental (FEPSM), José Giner, afirma que os pacientes que sofrem de algum tipo de transtorno mental são mais propensos a infecções, e desenvolver doenças endócrinas, cardíacas e respiratórias, que está associada a uma maior risco de morrer prematuramente. É imperativo, portanto, que a psiquiatria trabalhe em conjunto com outras especialidades médicas, como a atenção primária, para assegurar que os pacientes com transtornos mentais também recebam bons cuidados de saúde física.

10 JOGADORES QUE PARTIRAM DURANTE UM JOGO (Outubro 2019).